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sábado, 23 de outubro de 2010

Poema2

Agoirentas rodeiam-me acabeça. A casa.
São águas e asas outunais em pleno agosto
incendeiam-se as almas já benzidas
esturricadas, mudas sem um grito;
São silêncios cosidos prego a prego
nos abismos do traçado horizontal
As duas bocas lacradas a sete chaves
Águas as lavam e as afogam É um sinal
, um estertor , caixão aberto, pios de bicos pios de bocas, olha p’ra mim e diz-me agora se a esta hora sentes assim,
As unhas rasgam a terra e a tua verdade fica es crita
Sob a minha
Só quero um amigo se ele for
Isto:
Irmão de Jesus Cristo.


Quiaios 18/8/2010 avelina vieira

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