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sábado, 23 de outubro de 2010

Poema

A criança que brinca em nós
com risos cristalinos, brancos
tem uma lágrima na alma
e uma insuspeitada e secreta , tristeza
porque uma noite ouviu, uma história na hora de dormir
que não compreendeu.Interrogado o narrador , sentiu pela sua voz, algo que a magoou e que nun ca soube o porquê .

Passados séculos de minutos, a criança que vivia em nós, como se de uma flor se tratasse, secou .

Passadas décadas de horas , anjos , arcanjos e querubins águarelados em carmins e turquezas
deram vida aos risos cristalinos e a minha alma aqueceu de alegria novamente em ti.


Crente que em mim creias , adormeci.

Sagradas as nossas histórias deram as mãos, e a amizade floresceu.

Num lago de cristal salgado nos nenúfares de Monet, acordei morta, porque a partir da imagem dos anjos, tudo era virtual.

Quiaios figueira da Foz nsacimento do dia 31 /8/2010 Avelina vieira.

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