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sábado, 28 de agosto de 2010

Vai uma cruz à frente

Vai uma cruz à frente
que dita a sina da dor
em que tu e eu existimos na cidade dos nevoeiros, e dos cheiros perfumados,
dos nossos corpos marcados, pela pequena distância e pelo bem da criança,
que havia dentro de cada um de nós,...........nunca deixamos morrer...........

Vai uma cruz de rastos
que dita a sina da dor
das nossas mentes confusas no campo dos vendavais , esmagada a alfazema
e dos cheiros perfumados,perturbados azedados, e já tão distanciados........
Pela incompreensão

Copos cheios, noite alta
porque dormes acordado
roubaste meu sono azul
carmim , verde e amarelo

Quem és tu que leva a cruz
por essa estrada sem luz?


Quiaios 16/8/2010 avelina vieira

1 comentário:

  1. Avelina,cunhada e amiga, como sempre, um poema com muita alma.
    Sinto-me privilegiada por a ter como meu anjo, na terra.Também por a acompanhar nas suas escritas.
    Agradeço este bem.
    Um beijo terno.
    mira

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